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12/12/2017

Com BR, semana pode ter maior IPO desde 2013

A semana começa com a promessa de emplacar a maior oferta inicial de ações do mercado brasileiro desde 2013.

Na quarta-feira, a BR Distribuidora deve concluir seu IPO, que pode girar até R$ 7,5 bilhões no cenário mais otimista, com venda de todos os lotes pelo teto da faixa indicativa de preço por ação. Até agora, a leitura do mercado é que a demanda está garantida, pelo menos no piso - o que movimentaria na pior da hipóteses R$ 4,4 bilhões.

Burger King e Neoenergia também esperam fechar suas operações nesta semana (amanhã e quinta-feira, respectivamente), mas no caso da elétrica cresceu o risco de o IPO ser suspenso, em função da resistência do investidor em colocar ordens. O Burger King já teria obtido demanda suficiente. Juntas, pelo piso indicativo, as empresas podem girar R$ 4 bilhões. Além das estreias, está prevista a oferta subsequente de cerca de R$ 942 milhões da Sanepar.

A demanda pelos papéis da BR até a última sexta-feira, segundo o Valor apurou, havia superado em 85% a oferta. Segundo um gestor de recursos que estuda participar do IPO, cerca de 70% das intenções vinham de gestoras de fundos de ações estrangeiros, ou seja, um investidor de qualidade, com um perfil de longo prazo.

De acordo com o interlocutor, faltava medir a procura dos institucionais locais que costumam se posicionar apenas no dia do fechamento do preço - o que aumenta a chance de a oferta sair a um preço acima do piso do intervalo.

"É um papel que se encaixa bem no perfil dos fundos de pensão, a tendência é que eles participem", afirma.

Para esse gestor, o ativo desperta interesse, porém, mais perto do piso da faixa indicativa, a R$ 14 - o intervalo vai de R$ 15 a R$ 19. "Analisamos a oportunidade. De um lado, depende do preço; do outro, de quanto a companhia pode melhorar seus índices de eficiência e retorno." Enquanto gestores locais barganham descontos, investidores estrangeiros têm mostrado receptividade desde a largada do processo, colocando pedidos de reserva, segundo o Valor apurou. Até porque a BR chega à bolsa com um desconto que varia de 26% a 40% ante os múltiplos de negociação de uma de suas principais concorrentes, a Ultrapar, dona da rede Ipiranga.

Mesmo sem ordens de compra, a Neoenergia prefere esperar a conclusão do bilionário IPO da BR para tomar uma decisão. A avaliação interna é que, após o evento, na quarta, os investidores voltarão as atenções para a companhia de energia, o que garantiria a oferta.

Os sócios Banco do Brasil e Previ resistem em reduzir o preço das ações, cuja definição ocorre na quinta-feira. No caso do BB, a margem para mudança é pequena. Pela faixa indicativa, de R$ 15,02 a R$ 18,52, a posição do banco na Neoenergia vale de R$ 1,4 bilhão e R$ 1,73 bilhão. No balanço do banco, o investimento na companhia está avaliado a R$ 1,17 bilhão. Para registrar lucro, o BB precisa vender os papéis a um preço superior a isso.  

Fonte:Valor Econômico

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